Tratamentos
Existem vários métodos de tratamento disponíveis no mercado atualmente, embora seja um combate injusto ou inglório, pois este a ser efetuado deveria de ser nas palmeiras infetadas (tratamento de contato e tratamento sistémico) e tratamento de prevenção (só tratamento sistémico) nas palmeiras sãs (aparentemente) ou não infetadas (teoricamente) nas áreas circundantes. Só desta forma se conseguiria minimizar a praga, pois se o tratamento for efetuado e continuar a haver uma ou mais exemplares nas áreas envolventes, são um foco iminente de propagação para as outras, continuando assim o ciclo da praga.
Os métodos disponíveis são:
Armadilhas de captura – Funcionam como chamariz, que atraem as fêmeas pela possibilidade de alimento, e os machos pela feromona sexual feminina existente nas armadilhas
Tratamentos químicos
Por contato – Através da pulverização na copa (ou ducha) após limpeza da copa e zonas afetadas. Este procedimento normalmente é feito em exemplares já afetados.
Sistémico – consiste em perfurar em volta da palmeira á altura de 1,5m aproximadamente 2,3 ou 4 furos equidistantes (dependendo da altura da planta) onde se vão aplicar as injeções. Isto para o tratamento de prevenção, se o exemplar já estiver infetado, o procedimento será o mesmo mas as injeções serão feitas e aplicadas junto á copa, para os produtos químicos que vão circular na seiva surtirem efeito mais rapidamente sobre a zona afetada inibindo a presença do escaravelho e evitando novos ataques, pelo espaço de aproximadamente… segundo estudos realizados recentemente, entre 30 a 45 dias. (anteriormente estimava se que entre 6 meses a 1 ano, mas como todas as pragas, estas vão adquirindo resistência e imunidade a certos químicos.
Biológico - com nematodos, seres microscópicos que eliminam o escaravelho da palmeira.
Abate – Quando a palmeira já não tem salvação. Abater o mais rapidamente possível e remover toda a parte infetada com cuidado, para inceneração ou aterro, para parar o foco de propagação.
Sendo a Phoenix Canariensis a palmeira de eleição do escaravelho atualmente, se não se conseguir controlar a praga, quando dizimar esta espécie, passará para as outras de maior numero no nosso país, Washingtonias, Tracycarpus, Fortunei, Seagrus, Robellini e por aí adiante…
Gostariamos que efetivamente as entidades, mais competentes e responsáveis, como o ministério da agricultura, Camaras municipais, juntas de freguesia e meios de comunicação social, interviessem da melhor forma e rapidamente unindo esforços nesse sentido para exterminar todas as palmeiras mortas e contaminadas, que é onde reside o maior foco de propagação. E na prevenção de todas as outras aparentemente sãs ou não infetadas, para parar esta praga que começa a tomar contornos de grande dimensão, provocando o desaparecimento de património natural e tendo um grande impacto no nosso meio ambiente, empobrecendo significativamente todos os espaços verdes.
